Cientistas da Universidade de Bergen, na Noruega, descobriram acidentalmente que a água-viva-de-pente (Mnemiopsis leidyi) pode rejuvenescer, colocando-a entre as raras criaturas capazes de interromper o ciclo de envelhecimento e morte.
Em uma descoberta surpreendente publicada pela PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences), os pesquisadores notaram, por acaso, uma larva de água-viva em um tanque onde deveriam estar apenas espécimes maduras.
Segundo o New York Post, essa observação inesperada sugere que a espécie possui um mecanismo de envelhecimento reverso, assim como a famosa água-viva imortal (Turritopsis dohrnii), e levanta questões sobre a possibilidade de que outros animais também possam ter essa capacidade.
O estudo aprofundou o fenômeno de rejuvenescimento da água-viva-de-pente, tentando entender como ela retorna a um estágio jovem, ou “infância,” em seu ciclo de vida. Durante os experimentos, os cientistas descobriram que, sob estresse extremo, essas criaturas conseguem reverter seu desenvolvimento, transformando-se de adultos para larvas, com comportamentos típicos de larvas jovens, como hábitos alimentares diferentes.
Acompanhe o nosso trabalho também nas redes sociais;
Siga a nossa página do Colidernews no Facebook.
Acompanhe nossas matérias no Grupo de WhatsApp.
Saiba tudo do nosso site na pagina oficial do Twitter ‘X’.
Esse fenômeno pode explicar, segundo pesquisas anteriores, como essa espécie conseguiu sobreviver por milhões de anos, adaptando-se às mudanças ao longo do tempo. A habilidade de voltar a um estágio jovem pode ter contribuído para a longevidade da água-viva-de-pente, possivelmente tornando-a uma das primeiras espécies animais a habitar a Terra.
Fonte: Gabriela Pastorelli, do R7


