Sábado, 3 de outubro de 2026

Cobras invasoras: EUA usam ratos com paracetamol para proteger a fauna local e a rede elétrica

Método inusitado busca conter espécie invasora que causa apagões e ameaça animais nativos

Cobras invasoras: EUA usam ratos com paracetamol para proteger a fauna local e a rede elétrica
Foto: Arquivo Colíder News
Autoridades dos Estados Unidos adotaram uma estratégia incomum para enfrentar um grave problema ambiental. O país passou a usar ratos contendo paracetamol para controlar a população de cobras invasoras que causam danos à fauna e à infraestrutura elétrica.

A medida ocorre na ilha de Guam, território americano no Oceano Pacífico. O local enfrenta, há décadas, a invasão da cobra-castanha-arborícola, uma espécie que não é nativa da região e se espalhou rapidamente.

Com poucos predadores naturais, as cobras passaram a se multiplicar sem controle. Como consequência, várias espécies de aves nativas praticamente desapareceram. Além disso, os animais costumam subir em postes e cabos, provocando apagões frequentes.

Diante do cenário, cientistas desenvolveram uma solução específica. Eles utilizam ratos mortos contendo uma pequena dose de paracetamol, substância fatal para as cobras, mas considerada de baixo risco para outros animais quando usada de forma controlada.

As iscas são distribuídas em áreas onde as cobras costumam circular. Ao ingerir o rato, o animal sofre falência respiratória. Segundo pesquisadores, a técnica reduz a população da espécie em regiões estratégicas.

Com o tempo, o método evoluiu. Autoridades passaram a usar sistemas automatizados para espalhar as iscas em locais de difícil acesso, como áreas densas de vegetação.

Apesar dos resultados, especialistas reforçam que a estratégia não elimina completamente o problema. Por isso, o controle das cobras invasoras depende da combinação de diferentes ações e monitoramento constante.

Ainda assim, a iniciativa já ajuda a proteger a fauna local e a reduzir danos à rede elétrica, considerada essencial para a população da ilha.

O caso de Guam é citado por cientistas como um dos exemplos mais extremos de impacto causado por espécies invasoras. Ele também mostra como soluções não convencionais podem se tornar necessárias diante de desequilíbrios ambientais graves.

Fonte: Pedro Ribeiro l Portal 6 Noticias
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