A XeJet, companhia aérea privada da Nigéria, avança em sua expansão com a aquisição de dois jatos regionais Embraer, modelos E190 e E195, conforme levantamento da NewsAero. Essa iniciativa integra o aumento gradual da capacidade da frota, iniciado em 2024.
O primeiro avião é um Embraer E190 com 19 anos de uso (número de série MSN 19000036), anteriormente operado pela Air Canada por meio de leasing e, antes disso, por companhias latino-americanas como Aerolitoral e Aeroméxico Connect.
Passou por diversos locadores até integrar o portfólio da Boeing Aircraft Holding Company. Com configuração para 9 assentos executivos e 84 econômicos, o jato atuava em rotas de curta e média distância antes de ser retirado para reimplantação.
O segundo é um Embraer E195 de 17 anos (MSN 19000244), com experiência operacional principalmente na Espanha, voando para Air Europa e Aeronova em serviços regionais e subcontratados. O E195, por ser uma versão alongada do E190, oferece maior capacidade, adequada para rotas de densidade intermediária.
Atualmente, a XeJet já opera aeronaves Embraer, incluindo dois ERJ-145 registrados como 5N-BZN e 5N-BZZ, sendo este último alugado para Air Sierra Leone, empresa afiliada do grupo.
Sob a liderança de Emmanuel Iza, a companhia também gerencia três jatos Embraer (dois E170 e um E190) para a Enugu Air, que iniciou operações comerciais em julho de 2025. Entre novembro de 2024 e fevereiro de 2025, a XeJet operou também um E190 alugado (UR-EMA).
Fundada em setembro de 2022, a empresa possui ainda três Bombardier CRJ200 em sua frota. Além dos voos regulares, a XeJet ampliou sua atuação para a aviação executiva, incorporando um Gulfstream G600 de longo alcance para fretamentos premium e missões internacionais a partir da Nigéria.
A companhia acompanha o andamento de um projeto para instalação de uma base de manutenção, reparo e revisão (MRO) e um terminal de operador de base fixa (FBO) em Abuja. Lançado em janeiro de 2025 e concedido à Civil Engineering Construction Company da China, o empreendimento tem prazo estimado de 18 meses e custo aproximado de US$ 10 milhões.


