O deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB) - postulante declarado à vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) - disse ter visto falhas de atuação do órgão, principalmente nas obras relativas à Copa do Mundo de 2014, em Cuiabá.
“Sempre disse que nunca houve tantas falhas por parte dos órgãos de controle como no caso das obras da Copa, por exemplo. Falhas por parte do TCE, falha da Assembleia Legislativa, da Caixa Econômica, entre outros”, avaliou o tucano.
“O Brasil talvez seja um dos países que tem o maior número de órgãos controladores e, no nosso Estado, em alguns casos, falharam todos”, acrescentou o deputado.
As declarações foram dadas nesta terça-feira (5), em entrevista à Rádio Capital, um dia após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, revogar a medida cautelar que barrava a indicação ao TCE, referente à vaga do ex-conselheiro Humberto Bosaipo.
Apesar de apontar falhas, durante a entrevista Maluf disse que o TCE é um órgão que está procurando se aprimorar e apresenta um "corpo técnico de excelência".
Na ocasião, ele citou alguns problemas pelos quais passou a instituição - como o afastamento de cinco conselheiros citados na delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) -, mas preferiu não tecer críticas aos mesmos.
“O TCE nos últimos anos passou por muitos gargalos, por muitas dificuldades, como foi o caso do afastamento dos conselheiros, mas é um órgão que pode contribuir muito com esse controle”, disse.
“Espero que esse episódio não manche a instituição, até porque dos conselheiros afastados, muitos deles têm competência altíssima, passaram anos se capacitando, se preparando. Então, espero que a justiça chegue a um ponto final a esse respeito, para que a gente possa reestabelecer o TCE de Mato Grosso”, acrescentou.
Afastamento
Em setembro de 2017, a delação do ex-governador Silval Barbosa resultou no afastamento de cinco conselheiros titulares do TCE, por suspeitas de corrupção.
Foram afastados Sérgio Ricardo, José Carlos Novelli, Valter Albano, Antônio Joaquim (à época, presidente do órgão) e Waldir Teis.
A decisão foi proferida pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante a Operação Malebolge, atendendo a pedido do então procurador-geral da República, Rodrigo Janot. No mês anterior à decisão, Fux havia homologado a delação do ex-governador e também do ex-assessor de Silval, Silvio Araújo.
Os conselheiros são suspeitos de terem recebido propina de R$ 53 milhões de Silval Barbosa para, em troca, dar pareceres favoráveis às contas do político e não colocar entraves no andamento das obras da Copa do Mundo de 2014.
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