Sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Emanuel aponta 'trapalhada' de Mauro e alerta que Estado está 'à deriva'

Segundo ele, o chefe do Palácio Paiaguás “está perdido” na tomada de ações para combater a proliferação da pandemia do novo coronavírus.

Emanuel aponta 'trapalhada' de Mauro e alerta que Estado está 'à deriva'
Foto: Rodinei CrescêncioFoto: Arquivo Colíder News

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), voltou a criticar o governador Mauro Mendes (DEM) na tarde desta quinta-feira (25). Segundo ele, o chefe do Palácio Paiaguás “está perdido” na tomada de ações para combater a proliferação da pandemia do novo coronavírus.




Pinheiro, que planeja anunciar novas ações de enfrentamento ao coronavírus, disse que aguarda o anúncio do Executivo Estadual, já a Justiça havia determinado que o município deveria seguir o último decreto do Governo do Estado impondo restrições no funcionamento do comércio e também o toque de recolher a partir das 21h00 na Capital. Porém, ao explicar sobre suas ações, não perdeu a chance de alfinetar Mauro Mendes.

“Aguardando o decreto do ano do governador do Estado. Cada hora vem uma pérola”, afirmou o prefeito logo após pedir para a Polícia Civil investigar a fake news que gerou uma imensa aglomeração nesta quarta-feira no posto de vacinação contra a Covid em Cuiabá, no Centro de Eventos do Pantanal.  A fala de Emanuel é referente a proposta de implantar no Estado um “superferiado”.

O Poder Executivo Estadual elaborou um projeto de Lei antecipando feriados, e que determinava que o comércio e a indústria, em Cuiabá e Várzea Grande, ficaria dez dias fechados – entre 26 de março e 4 de abril - para conter a contaminação do Covid-19. O projeto, no entanto, sofreu forte resistência do setor econômico.

Nem nem mesmo os deputados estaduais da base aliada do governador Mauro Mendes na Assembleia Legislativa (ALMT) aprovaram o projeto – só Lúdio Cabral (PT), que faz oposição à Mendes, votou a favor. “O Governo fez uma trapalhada. Isso é o preço da arrogância, de não dialogar com a sociedade e não respeitar as pessoas e o setor econômico. Não foi a Assembleia que não aprovou. Foi a classe empresarial que reagiu”, analisou ele.

Com o “recuo” da classe política, as medidas restritivas contra o Covid-19, que podem incluir até mesmo o lockdown, deverão ser decididas na Justiça. Isso porque, desde a derrota do “superferiado” na Assembleia, é aguardada uma nova ação do Governo, que ainda não ocorreu.

Diante disso, o Ministério Público Estadual admite que pode provocar a Justiça para tomar medidas mais restritas para garantir o distanciamento social. “Não é função da Justiça. O líder da oposição foi o único que votou a favor, eu nunca vi isso. Depois vi que teve um novo decreto, depois apagou”, opinou.

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Emanuel Pinheiro também sugeriu que Mauro Mendes estaria “a reboque” do governador do Estado de São Paulo, João Dória (PSDB) – que anunciou na última quarta-feira (24) a vacinação de professores, funcionários escolares e policiais. “Meu medo é São Paulo divulgar um novo decreto e ele já querer trazer para Mato Grosso, fazendo um copia e cola. Fomos atropelados por um decreto de um Governo que não se planejou e agora está aí o resultado. Vamos ver o que vai ser desse novo decreto para ver o que faremos com Cuiabá”, ponderou ele.

Ainda de acordo com o prefeito de Cuiabá, Mato Grosso hoje "está à deriva”.


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