A fabricante brasileira de aeronaves Embraer divulgou hoje, dia 6 de março de 2026, os resultados financeiros e operacionais referentes ao 4⁰ trimestre de 2025 (4T25) e o consolidado do ano completo de 2025.
Segundo o relatório, as receitas totalizaram R$14,3 bilhões no 4T25 e R$41,9 bilhões em 2025. Este valor representa o maior nível anual de todos os tempos, um aumento de 18% na comparação anual com 2024 e um resultado acima do limite superior da faixa de estimativas anuais.
Destaques para as receitas de Defesa & Segurança e Aviação Executiva, com crescimento anual de +36% e +24%, respectivamente.
O EBIT ajustado atingiu R$1,2 bilhão com margem de +8,7% no 4T25. Em 2025, a empresa reportou EBIT ajustado de R$3,6 bilhões e margem de +8,6% ambos acima das estimativas anuais. Em 2024, a empresa reportou EBIT ajustado de R$3,2 bilhões e margem de +8,9% ex-Boeing. Essa queda de EBIT em 2025 reflete em parte as tarifas de importação dos EUA, que totalizaram US$27 milhões durante o trimestre (102 pontos-base) e US$54 milhões no acumulado do ano.
O lucro líquido ajustado foi de R$832,0 milhões no trimestre, excluindo itens extraordinários como R$309,3 milhões em impostos diferidos e R$75,2 milhões referentes aos resultados da Eve, em comparação a R$1,0 bilhão no mesmo período do ano anterior. O lucro líquido atribuível aos acionistas da Embraer e o lucro líquido por ação foram R$447,5 milhões e R$0,6110 no 4T25, respectivamente, comparados a R$263,8 milhões e R$0,3592 no 4T24.
Já no acumulado do ano, o lucro líquido ajustado foi de R$1,4 bilhão em 2025, excluindo itens extraordinários como -R$795,0 milhões em impostos diferidos e R$209,9 milhões referentes aos resultados da Eve, contra lucro líquido ajustado de R$2,6 bilhões em 2024.
O fluxo de caixa livre ajustado sem Eve foi de R$4,0 bilhões durante o 4T25 e de R$2,3 bilhões em 2025, impulsionado pelo maior número de aeronaves entregues. Consequentemente, a empresa encerrou 2025 com uma posição de caixa líquida de R$601,0 milhões (sem Eve).
A estratégia de gestão de dívidas implementada aumentou substancialmente o prazo médio de vencimento dos empréstimos da empresa (sem Eve), passando de 3,7 anos no 4T24 para 9,1 anos no 4T25.
A Embraer entregou 91 aeronaves no 4T25, sendo 32 jatos comerciais (18 E2s e 14 E1s) e 53 jatos executivos (28 leves e 25 médios), enquanto o segmento de defesa entregou 6 aeronaves (2 KC-390 Millennium e 4 A-29 Super Tucano). Em 2025 a empresa entregou um total de 244 aeronaves, sendo 78 jatos comerciais (44 E2s e 34 E1s) e 155 jatos executivos (86 leves e 69 médios), e 3 KC-390 Millennium e 8 A-29 Super Tucano em Defesa & Segurança. Esse valor representa aumento de 18% em comparação com as 206 aeronaves entregues em 2024.
A carteira total de pedidos firmes atingiu US$31,6 bilhões no 4T25 – recorde histórico e mais de 20% superior à do ano anterior. Destaque para Aviação Comercial, em que o índice de vendas por receita foi de 2,8 vezes nas plataformas E175 e E2, com aumento de 42% na carteira de encomendas em relação ao ano anterior.
Estimativas para 2026
Na perspectiva operacional, as estimativas de 2026 para entregas da Aviação Comercial é de 80 a 85 aeronaves, e da Aviação Executiva, entre 160 e 170 aeronaves.
Na perspectiva financeira, receita na faixa de US$8,2 a US$8,5 bilhões, margem EBIT ajustada entre 8,7% e 9,3% (com tarifas de importação dos EUA de 10%) e fluxo de caixa livre ajustado sem Eve de US$200 milhões ou maior para o ano.
Informações da Embraer
Fonte: Murilo Basseto l Aeroin


