Quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Empresário preso levava comparsas para roubar e revender soja

Dercide Pereira da Silva foi preso nesta sexta-feira (7) durante a Operação Entreposto da Polícia Civil

Empresário preso levava comparsas para roubar e revender soja
Foto: Arquivo Colíder News
Preso na Operação Entreposto, o empresário Dercide Pereira da Silva, dono de uma transportadora, levava os comparsas para roubar caminhões carregados de soja nas rodovias de Mato Grosso e emitia notas fiscais falsas que possibilitou o desvio de cerca de 197 toneladas do grão.

A ação foi deflagrada pela Polícia Civil nesta sexta-feira (7) e cumpriu mandados em Rondonópolis e Primavera do Leste.

De acordo com a investigação, um dos comparsas do empresário era motorista de caminhão, simulava ser vítima durante as ações criminosas e ajudava a transportar a soja roubada.

Após os roubos, os criminosos transferiam a carga para outros caminhões e seguiam viagem com o apoio de veículos menores, que atuavam como batedores para monitorar possíveis fiscalizações da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Para dar aparência de legalidade à soja roubada, o grupo utilizava notas fiscais emitidas pela empresa de armazenagem e transporte do empresário investigado, o que permitia que a carga fosse comercializada como se tivesse origem lícita.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, identificaram quatro integrantes da organização criminosa, suspeitos de participação em pelo menos quatro roubos de cargas de soja registrados nos últimos meses nas BRs-163 e 364.

Os criminosos abordavam caminhões carregados de soja, rendiam os motoristas e os mantinham em cárcere privado enquanto retiravam a carga.

Durante a investigação, os policiais constataram que um dos motoristas que alegava ter sido vítima já havia registrado outros três roubos com características semelhantes. A repetição dos casos levantou suspeitas e levou à conclusão de que ele integrava o esquema criminoso, simulando os assaltos para despistar as investigações.

Além de Dercide Pereira, responsável por levar os comparsas ao local dos crimes e emitir as notas fiscais falsas, e do motorista que simulava ser vítima, cada integrante exercia uma função específica na organização.

Um dos suspeitos era responsável pelo planejamento da logística e conduzia a carreta após os roubos. O quarto integrante foi apontado como o responsável por portar a arma de fogo utilizada nas ações criminosas.

Ao todo, a operação cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão para localizar veículos utilizados pelo grupo, entre eles uma caminhonete Toyota Hilux e um Chevrolet Onix, além de celulares, documentos e equipamentos eletrônicos que poderão auxiliar no avanço das investigações.
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