Mais de uma centena de desaparecidos após a grande explosão que destruiu a área portuária de Beirute, capital do Líbano, são procurados por equipes de resgate desde o início desta quarta-feira (05). Já são mais de 100 mortos confirmados e 4 mil feridos contabilizados na tragédia. Os números são do último balanço da Cruz Vermelha libanesa. Confira fotos e vídeos da tragédia.
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Segundo a agência Associated Press, ainda há fumaça saindo do local da explosão. Escombros tomam conta de várias ruas do centro da cidade. A explosão danificou um grande número de edifícios e veículos que estavam nas ruas.
A suspeita é que a explosão tenha partido de um armazém que guardava nitrato de amônio, um tipo de fertilizante, com grande potencial explosivo quando exposto a altas temperaturas.
Michel Aoun, presidente do país, chamou afirmou ser “inaceitável” que 2.750 toneladas de nitrato de amônio fossem armazenadas em um depósito sem a segurança devida.
O país, que vive sua pior crise econômica da história, agora enfrentará o desafio de se reerguer de uma tragédia ainda em meio à uma pandemia. Apesar das instabilidades políticas que marcam a história do Líbano, não há evidência de que houve atentado terrorista.
Hassan Diab, primeiro-ministro do país decretou luto oficial de três dias. Ele confirmou que o governo irá apurar os responsáveis pelo armazém que guardar o nitrato de amônio no porto da capital desde 2014 e prometeu que “os responsáveis pagarão o preço”.
2.700 toneladas de nitrato de amônia
Autoridades políticas do Líbano apresentaram, na tarde desta quinta-feira (4), possíveis versões preliminares das causas da enorme explosão ocorrida na região portuária de Beirute, capital do país.
A primeira versão foi dada pelo major-general Abbas Ibrahim, diretor-geral da Inteligência Libanesa, que afirmou que a explosão poderia ter sido causada por nitrato de amônia. O material químico teria sido confiscado de um navio há mais de um ano e foi armazenado em um local no porto.
“Foram 2.700 toneladas de nitrato de amônio que explodiram", disse ele. As declarações foram feitas ao canal “LBCI News”.
A explosão, ainda segundo a LBCI News, teria sido provocada por faíscas durante um processo de soldagem na tentativa de reforçar a segurança para evitar que o material fosse roubado.
Já o primeiro-ministro do Líbano, Hassan Diab, afirmou que a explosão pode ter ocorrido devido a um carregamento de nitrato de amônio, estimado em 2.750 toneladas, que estava estocado no local há cerca de 6 anos.
“Não descansarei até que a pessoa responsável pelo que aconteceu o responsabilize e imponha as penalidades mais severas porque é inaceitável que um carregamento de nitrato de amônio esteja presente há 6 anos em um armazém sem tomar medidas preventivas”, disse ele, segundo a LBCI News.


