Quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Esses são os 10 países que dominam a produção global de petróleo do mundo

Ranking mostra concentração da produção global em poucos países e reforça o peso estratégico do petróleo em um cenário internacional marcado por instabilidade

Esses são os 10 países que dominam a produção global de petróleo do mundo
Foto: Arquivo Colíder News
Nem sempre o país que mais produz petróleo é aquele que possui as maiores reservas. A produção depende de fatores como tecnologia, investimento e estratégia energética, enquanto as reservas indicam apenas o volume disponível no subsolo.

Ainda assim, a produção mundial de petróleo está concentrada em um grupo restrito de países que domina o fornecimento da principal commodity energética do planeta. Os dez maiores produtores respondem por mais de 76 milhões de barris por dia, de um total global de pouco mais de 103 milhões.

Os dados mais recentes mostram os Estados Unidos na liderança isolada, com produção de 22,84 milhões de barris diários, somando petróleo bruto e outros líquidos. O país mantém a posição há anos e atua como regulador do mercado, ajustando sua produção conforme os preços internacionais.

Na sequência aparecem Arábia Saudita e Rússia, ambos com volumes superiores a 10 milhões de barris por dia, consolidando-se como pilares do equilíbrio energético global. As estatísticas são da Administração de Informação Energética (EIA). 

Quem são os maiores produtores
Estados Unidos – 22,84 milhões de barris por dia
Arábia Saudita – 10,88 milhões de barris por dia
Rússia – 10,53 milhões de barris por dia
Canadá – 5,99 milhões de barris por dia
China – 5,33 milhões de barris por dia
Irã – 4,62 milhões de barris por dia
Emirados Árabes Unidos – 4,51 milhões de barris por dia
Iraque – 4,50 milhões de barris por dia
Brasil – 4,28 milhões de barris por dia
Kuwait – 2,78 milhões de barris por dia
O ranking mostra a forte presença de países da OPEP e de grandes economias globais. Essa concentração significa que decisões políticas, econômicas e até conflitos regionais nesses territórios têm impacto direto nos preços internacionais.

A Arábia Saudita, por exemplo, possui cerca de 17% das reservas globais e exerce papel central nas estratégias de produção da OPEP. Já a Rússia mantém grande relevância mesmo sob sanções, com exportações redirecionadas principalmente para a Ásia.

A China aparece como um caso particular: além de grande produtora, é também uma das maiores consumidoras do mundo, dependendo fortemente de importações para sustentar sua economia.

Por sua vez, o Brasil integra o grupo com produção relevante e perspectiva de crescimento, impulsionado pelo pré-sal. O país já figura entre os principais motores da expansão da oferta global nos próximos anos.

Embora o ranking seja definido por capacidade produtiva, parte desses países está localizada em regiões de tensão. Isso faz com que a geografia do petróleo esteja diretamente ligada à volatilidade do mercado, onde qualquer interrupção pode gerar efeitos globais.
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