Na dia 27 de fevereiro deste ano, a polícia do distrito de Meegahawatta, Delgoda, no Sri Lanka, deteve duas mulheres suspeitas de assassinar uma criança de 9 anos após a realização de um exorcismo. Segundo as autoridades, a mãe da menina e a responsável pela condução do ritual espancaram repetidamente a jovem até a morte com uma bengala, a fim de libertar um suposto espírito maligno.
Em depoimento, a mãe da criança afirmou que conduziu sua filha para um centro de tratamento em Delgoda, cidade a cerca de 40 quilômetros da capital Colombo, para "expulsar o demônio dentro dela". A polícia informou que a mãe acreditava piamente que a garota estava "possuída por um demônio" e que a única solução foi levá-la para uma exorcista local, já conhecida em bairros adjacentes por realizar rituais de procedência duvidosa.
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O caso foi retomado na última segunda-feira (01), quando as mulheres foram convocadas pela corte local para ouvir as acusações sobre a morte da criança. Após a sessão, as autoridades ordenaram que ambas ficassem presas até o dia 12 de março, quando será realizado o julgamento formal sobre o crime.
O exorcismo
De acordo com Ajith Rohana, porta-voz da polícia de Delgoda, a curandeira aplicou uma espécie de óleo ungido na garota logo quando ela chegou em seu estabelecimento, e começou a proferir palavras ritualísticas para se comunicar e expulsar o espírito maligno. Não vendo resultado, a mãe e a mulher partiram para uma abordagem alternativa e espancaram incessantemente a menina com uma bengala, na tentativa de eliminar o demônio.
No processo, a jovem acabou perdendo a consciência e foi levada às pressas para o Hospital Biyagama. Chegando lá, já em estado crítico, foi declarada morta poucos segundos após dar entrada no atendimento.
Até o momento, a polícia já obteve seis depoimentos anônimos sobre as práticas do centro de tratamento, e suspeita que a responsável pelo local esteja envolvida com outras mortes além da menina de 9 anos.


