Cerca de 500 pessoas, com a rapidez de fogo em rastilho de pólvora, impulsionadas por mensagens nas redes sociais sobre a suposta existência de pepitas de ouro em uma fazenda, localizada no município de Castanheira (780 Km ao Norte de Cuiabá), invadiram a propriedade na semana passada.
A área é produtiva, não é explorada por atividade ligada à mineração e seus proprietários, apavorados com a invasão, aguardam a desobstrução das terras.
Os invasores montaram barracas e começaram a escavar o solo em busca do metal. A fazenda, se a invasão não for contida, pode virar uma espécie de “queijo suíço, tamanha a buraqueira”..., vaticina um morador da região.
Por enquanto, os buracos - as “catras”, como são chamadas as escavações no jargão dos garimpos – estão sendo feitos manualmente. Mas não se descarta que, se os invasores não forem retirados logo da área, muitos deles possam usar maquinário para depredar o solo – o que pode acarretar prejuízos e danos graves à propriedade.
Como costuma acontecer nesse tipo de “corrida ao ouro”, no local invadido aglomera-se não só garimpeiros supostamente profissionais, mas pessoas desempregadas e aventureiros de toda espécie à cata da riqueza fácil.
Assassinato
Inclusive, notícia procedente da região informa que dois homens que teriam encontrado uma das pepitas, foram sequestrados por um grupo de invasores para que apontassem o local da jazida. Como não souberam informar, foram baleados. Um deles, identificado como Ulisses Pereira dos Santos, de 44 anos, morreu no local. A outra vítima foi encaminhada para um hospital de Aripuanã.
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Na região onde está ocorrendo o esbulho da fazenda existem várias outras propriedades, entre grandes, médias e pequenas, e o temor dos moradores é com o transtorno e a insegurança que essa leva repentina de forasteiros, atraídos pela “febre” do ouro, possa causar na vizinhança.


