Tabela apreendida pela Polícia Federal durante a Operação Onipresente, em Mato Grosso, mostra que madeireiros pagavam até R$ 1,6 mil para passar com carga de lascão de madeira retirada de forma ilegal de dentro da Terra Indígena. O valor era recebido diretamente pelas lideranças das tribos no Xingu.
Consta no papel apreendido, que a tabela traz o preço atualizado no dia 19 de março, conforme decretado pela ‘Aldeia Pïrino’, são cobrados por lasca, cúbico de tora, lascão, madeira branca e palanque. A carga mais barata é de palanques de 3,5 metros, custando o valor de R$ 250. O maior é o de lascão, que sai por R$ 1.600.
Os 21 pontos escolhidos para a atuação das forças foram monitorados por satélite, por meio do sistema Planet, que é capaz de detectar situações de desmatamento em áreas tão pequenas quanto o quintal de uma casa.
Sendo assim, os locais foram: Terra Indígena Aripuanã localizada entre os municípios de Juína/MT e Aripuanã/MT (etnia Cinta Larga); Terra Indígena Menkü no município de Brasnorte (etnia Men?ü) e no Parque Nacional do Xingu em Feliz Natal/MT (etnia Ikpeng).
Acompanhe o nosso trabalho também nas redes sociais;
Siga a nossa página do Colidernews no Facebook.
Acompanhe nossas matérias no Grupo de WhatsApp.
Saiba tudo do nosso site na pagina oficial do Twitter.
Siga o Colidernews também no Instagram.
Faça parte do nosso grupo de notícias no Telegram.
Junte-se a nós também no Grupo do Colidernews no Signal.
Diligências
Durante a investigação, foi descoberto a atuação de um servidor da Funai, que passava as informações sobre operações policiais aos garimpeiros. Em paralelo, toda a atividade ilegal era realizada com autorização da liderança indígena, que recebia dinheiro dos madeireiros e garimpeiros.
A ‘dica’, ajudava os criminosos escaparem das repressões. Ele foi preso logo no começo da investigação, junto com uma liderança indígena, que recebia 20% do outro extraído da área protegida. Foi encontrada ainda uma tabela de preço pago aos índios.


