Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Humanos são colocados em estado de animação suspensa pela 1 vez

Médicos de um pronto-socorro em Baltimore, EUA, estão colocando em prática os primeiros casos de "animação suspensa", ou “preservação e ressuscitação emergencial” (EPR, de “emergency preservation and resuscitation”), para tratar pacientes em casos mais graves e urgentes. A proposta foi apresentada em um estudo da Unive

Humanos são colocados em estado de animação suspensa pela 1 vez
Foto: Arquivo Colíder News

Médicos de um pronto-socorro em Baltimore, EUA, estão colocando em prática os primeiros casos de "animação suspensa", ou “preservação e ressuscitação emergencial” (EPR, de “emergency preservation and resuscitation”), para tratar pacientes em casos mais graves e urgentes. A proposta foi apresentada em um estudo da Universidade de Maryland e a notícia do tratamento foi revelada em um simpósio na Academia de Ciências de Nova York, na última semana.

A sugestão clínica revolucionária é mais um grande passo que a medicina encaminha para o futuro e para a eficácia do atendimento e sucesso cirúrgico em casos de traumas mais graves e, até mesmo, paradas cardíacas. O processo de "animação suspensa" trata-se da injeção de um soro congelante diretamente na artéria aorta do paciente, resfriando-a à uma temperatura de 10ºC a 15ºC e permitindo, dessa maneira, que a equipe médica ganhe mais tempo para salvá-lo, algo em torno de 2h a mais.

O EPR desacelera os processos fisiológicos e a atividade cerebral do organismo sem colocá-lo em risco de morte e é monitorado apenas por meios externos. Essencialmente desenvolvido para que se ganhe mais tempo de tratamento, a "animação suspensa" não interfere nas trocas de gases e na manutenção dos processos celulares e involuntários, já que estes precisam do oxigênio para se manter. Porém, com a desaceleração das funcionalidades do corpo, ocorre um consumo menor de oxigênio, privando o corpo de um estado de urgência e levando-o a um estado de "dormência".

Samuel Tisherman, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Maryland, revelou em conferência que quer manter a ficção científica distante dos estudos com pacientes humanos, mesmo afirmando que o congelamento corporal realmente ocorre. "Achamos que era hora de levar isso para nossos pacientes”, afirmou Tisherman. “Quando pudermos provar que nossa técnica funciona, podemos expandir a utilidade desse método, ajudando pacientes que de outra forma não sobreviveriam.”

Inicialmente, o processo foi testado em porcos, mostrando que os animais voltaram à vida sem efeitos colaterais após o procedimento, cerca de 3 horas depois. Tisherman também confirmou que sua equipe já testou o EPR em mais de uma pessoa, mas os resultados em humanos ainda não foram revelados.

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