A China apresentou dois sistemas de inteligência artificial para encurtar a procura por depósitos minerais e acelerar o mapeamento geológico. AI-OreSeeking e AI-GeoMapping foram lançados pelo Ministério dos Recursos Naturais durante uma conferência de mineração em Tianjin.
O AI-OreSeeking combina dados geocientíficos de fontes diferentes, conhecimento especializado, algoritmos e modelos. A plataforma foi concebida para interpretar indícios de mineralização, delimitar zonas favoráveis, estimar reservas, gerar mapas em lote e produzir relatórios de avaliação.
Os responsáveis afirmam que os testes reduziram de aproximadamente seis meses para uma semana o tempo de previsão e avaliação mineral. O sistema teria sido empregado em mais de cem projetos de mais de dez regiões provinciais, entre elas Xizang, Xinjiang, Fujian, Shandong e Mongólia Interior.
O AI-GeoMapping alcança etapas que vão da pesquisa preliminar à compilação cartográfica. A fonte atribui ao sistema precisão superior a 90% na identificação de corpos geológicos e ganho de eficiência acima de 50%, com testes em quase cem folhas na escala 1:50 mil e aplicações também fora da China.
A agência Xinhua relata uma tecnologia capaz de escolher áreas prioritárias antes do deslocamento das equipes e das campanhas de campo. Como os indicadores foram divulgados pelos próprios desenvolvedores, decisões sobre recursos minerais exigirão validação independente e registro dos critérios usados para selecionar cada zona prospectiva.


