Servidores da Secretaria de Estado de Saúde (SES) afirmaram terem se sentido atacados de maneira “vil” pela membro do Conselho Estadual de Saúde que fez a denúncia que originou a Operação Catarata. Em nota, os funcionários disseram que a imagem da Pasta foi “manchada” com a ação do Ministério Público.
No documento encaminhado à imprensa, a SES pontua que todos os serviço prestados na Caravana da Transformação foram auditados por servidores de “contudo ilibada”.
Também contestou o relatório elaborado pela conselheira que aponta a existência de nove pagamentos a procedimentos cirúrgicos que não foram realizados.
“Destacamos que a busca pela lisura dos processos é necessária, mas lamentamos profundamente a forma como se deram tais fatos”, diz trecho da nota.
A Pasta confirmou a existência dos pagamentos, mas disse que os pacientes não foram operados, ou por conta de problemas médicos, ou porque estavam sem acompanhantes no momento da cirurgia. Citou, ainda, outras pessoas que foram realmente operadas.
Estas informações, conforme a secretaria, foram colhidas em uma planilha de controle interno para registrar os atendimentos. A conselheira, que não teve o nome citado, é apontada pela SES como a principal responsável pela origem da denúncia feita pelo Ministério Público.
Outra contestação feita pelo órgão estadual de Saúde é em relação a informação de que os procedimentos da Caravana não eram registrados no DataSus do Ministério da Saúde. Neste caso, por se tratar de programa estadual, não havia a obrigatoriedade de registro no portal de dados sobre Saúde do governo federal, segundo informou a SES.


