O Ministério da Defesa de Israel assinou um contrato avaliado em aproximadamente US$ 130 milhões com a empresa Elbit Systems para a integração de sistemas israelenses avançados nos novos helicópteros CH-53K “Pereh”. As aeronaves irão substituir os antigos helicópteros CH-53 “Yas’ur” atualmente em operação nas Forças de Defesa de Israel (IDF).
O Pereh, ou Selvagem em hebraico, foi o nome escolhido para o Sikorsky CH-53K King Stallion modificado por Israel. A aeronave é hoje o maior helicóptero em produção ativa no mundo, já que o russo Mil Mi-26 passa por períodos de interrupção de produção na última década. Ele é a última evolução da família Sea Stallion, da década de 1960.
Assim como o Super Stallion, o CH-53K conta com três motores, ao invés da maioria dos helicópteros militares que são bimotores. Cada motor General Electric GE38 (T408) produz 7.500 cavalos de potência cada, permitindo que o helicóptero decole com 30 soldados ou carregue internamente um jeep Humvee, também podendo içar até 16 toneladas de carga.
O acordo foi firmado por meio da Diretoria de Aquisições de Defesa (DPD), órgão vinculado ao Ministério da Defesa israelense, como parte dos preparativos para a incorporação dos 12 novos helicópteros. O contrato prevê a instalação de tecnologias nacionais de comando e controle, aviônicos, sistemas de guerra eletrônica e do avançado sistema antimíssil DIRCM, voltado à autoproteção contra ameaças guiadas por infravermelho.
Os helicópteros CH-53K foram adquiridos anteriormente por Israel por meio de um acordo de Vendas Militares Estrangeiras (FMS, na sigla em inglês) firmado com o governo dos Estados Unidos. As aeronaves estão sendo fabricadas pela Lockheed Martin, por meio de sua divisão Sikorsky, e encontram-se atualmente em fase de montagem na principal linha de produção da empresa, no estado de Connecticut.
Após a conclusão da montagem, os helicópteros deverão ser transferidos para uma linha dedicada de instalação e produção, criada especificamente para adaptar a configuração original norte-americana às necessidades operacionais da Força Aérea Israelense. Segundo o Ministério da Defesa, a integração dos sistemas israelenses deverá aprimorar o ambiente do cockpit, permitir operações em condições desafiadoras e facilitar a identificação de áreas seguras para pouso, além de obstáculos no terreno.


