Existe uma frase atribuída a Henri Toulouse-Lautrec, um reconhecido pintor e caricaturista parisiense do século 19 que, com seus 1,54 metro de altura, ironizava dizendo que “não é preciso ser grande para pensar grande”. Talvez essa seja a ideia na cabeça dos executivos da recém-criada Itapemirim Transportes Aéreos, que almejam ver sua empresa com 40% do mercado da aviação brasileira, desbancando Gol, Latam e Azul, num futuro próximo.
A ambição foi compartilhada durante uma entrevista à Revista Exame nessa semana, em que estiveram presentes o empresário Sidnei Piva, dono da Itapemirim, acompanhado por Tiago Senna, VP do grupo, e Adalberto Bogsan, recém-contratado CEO do negócio aéreo. Juntos, eles parecem concordar que é possível chegar ao topo e já até desenham planos de voos para a Europa, uma ideia que Piva já havia mencionado no ano passado.
O caminho, no entanto, será árduo e longo. A Itapemirim precisará ter muito foco na execução de sua estratégia para conquistar espaço num mercado sitiado e bem atendido por empresas já consolidadas. Além disso, não existe garantia de que a estratégia inicial, per se, dará certo, pois cada ação sua gerará uma reação das concorrentes e ela precisará reajustar seu foco constantemente.
A concorrência será dura. Em meio a uma pandemia, Gol, Latam e Azul não vão querer perder espaço no mercado que já conhecem bem e farão de tudo para manter sua fatia. Além disso, elas operam frotas mais modernas e têm um rol de produtos mais completo, que atingem um público maior (preços baixos para quem viaja sem mala, programa de fidelidade, codeshares e salas VIP são alguns exemplos).
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O prazo para chegar nos 40%, no entanto, não foi dado e muita água vai passar por baixo da ponte ainda. Da mesma forma, o ser humano apenas conquistou o que um dia sonhou. A conclusão, por hora, é que será interessante acompanhar o desenrolar dessa história.
Fonte: Carlos Ferreira l Aeroin.net


