A juíza Rosângela Zacarkim dos Santos, da 1ª Vara Criminal de Sinop (a
479 km de Cuiabá), condenou Rodrigo Jospe Pozzer a 29 anos, um ês e 15
dias de prisão, e Vitor Fernando de Oliveira a 21 anos e quatro meses de
prisão pelo latrocínio do professor da Universidade Federal de Mato
Grosso (UFMT), Francisco Moacir Pinheiro Garcia, em dezembro de 2018. Um
terceiro denunciado foi absolvido por falta de provas.
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A magistrada relata que o Ministério Público denunciou Kelvin Rodrigues
Vargas e Victor Fernando de Oliveira pelos crimes de latrocínio e
corrupção de menor, e Rodrigo José Pozzer, além destes dois crimes, por
falsa identidade e adulteração de sinal identificador de veículo. Ao fim
de toda a instrução processual as defesas dos três pediram absolvição.
A juíza entendeu, de acordo com os depoimentos de testemunhas e com as
provas dos autos, que ficou comprovada a participação de Rodrigo e
Victor no crime, já que ambos estavam no momento em que Francisco foi
assassinado. Um adolescente também teria participado do delito.
"Desde a fase inquisitorial, o acusado Victor Fernando de Oliveira e o
adolescente V.S.S. sustentaram que foram procurados pelo acusado Rodrigo
para realizarem um roubo. Narraram que, no dia fatídico, conforme
previamente ajustado com Rodrigo, abordaram o veículo em que a vítima e
Rodrigo estavam, conduzido por este último, anunciaram o assalto,
ameaçando-os com arma de fogo. Segundo eles, o acusado Rodrigo iria
simular ser vítima do delito, no entanto, a vítima percebeu seu
envolvimento. Alegaram que o combinado era amarrar a vítima em um local
de mata para ficarem com os pertences dela, no entanto, ao chegar no
lugar onde a deixariam, acabaram efetuando disparo de arma de fogo, o
qual foi a causa eficiente de sua morte"
Os investigadores da Polícia Civil corroboraram esta versaõ. O acusado
Kelvin teria sido o responsável pelo empréstimo da arma de fogo
utilizada no crime. A juíza, porém, entendeu que sua participação não
ficou suficientemente comprovada.
"Em relação à autoria, esta resta induvidosa tão somente quanto aos
acusados Rodrigo Jose Pozzer e Victor Fernando de Oliveira. Todavia, no
que concerne ao acusado Kelvin Rodrigo Vargas, em que pese a existência
de indícios na ocasião do recebimento da denúncia, a sua participação
não restou suficientemente comprovada durante a instrução processual",
justificou.
Ela então condenou Victor Fernando de Oliveira a 21 anos e 04 meses de
reclusão e pagamento de dez dias-multa, e Rodrigo Jospe Pozzer 29 anos,
um mês e 15 dias de reclusão e pagamento de 24 dias-multa.
O caso
O desaparecimento da vítima foi comunicado na Polícia Judiciária Civil
em 20 de dezembro, por uma amiga, que contou que tentou manter contato
por ligações e mensagens com o amigo, e uma pessoa respondeu com vários
erros de português, o que seria improvável ser a vítima já que é
professor.
A foto do perfil no whatsapp também tinha sido retirada. O telefone
estava dando desligado, o veículo da vítima também não foi encontrado na
casa dele. A vítima tinha uma consulta marcada no dia 19 de dezembro
devido uma cirurgia que fez no braço, mas a atendente disse que ele
havia pedido para remarcar a consulta, pois estava em viagem com
problemas pessoais. Na mesma data a vítima falou a parentes que tinha
indo na consulta e estava tudo bem, indicando que alguém estava usando o
aparelho celular da vítima.
Cinco dias antes da comunicação do desaparecimento (15 de dezembro), um
corpo foi localizado às margens de uma rodovia entre os municípios de
Claudia e União do Sul e estava até então sem identificação.
A amiga da vítima reconheceu o corpo no IML de Sinop como sendo o
professor. A vítima teria sido morta com tiro de revólver, calibre 22.
Juíza condena dois a mais de 20 anos de prisão e absolve um após latrocínio contra professor da UFMT
Um terceiro denunciado foi absolvido por falta de provas.
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