A Justiça Federal acolheu o pedido do Ministério Público Federal (MPF) e manteve a prisão preventiva do engenheiro agrônomo Kaio Furlan Andreasse, suspeito de atear fogo em pneus na BR-163 em Sinop, durante manifestações antidemocráticas, no início do mês.
A decisão foi assinada pelo juiz federal da 5º Vara de Mato Grosso, Jefferson Schneider, e publicada nessa segunda-feira (17).

Kaio foi preso em flagrante sob a acusação de crime de incêndio, atentado contra a segurança de meio de transporte e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
A defesa dele havia pedido a revogação da prisão preventiva, alegando que não existiam provas suficientes para a decretação de prisão, e que o detido seria o único responsável pelos cuidados da mãe. Além disso, também pediu que fosse reconhecido o direito à cela especial.
O MPF, no entanto, se manifestou contrariamente ao pedido da defesa, mas reconheceu o direito à cela especial.
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De acordo com a Justiça, a defesa não apresentou nenhum fato novo para justificar o decreto de prisão preventiva. A alegação de ser único responsável pela mãe e que ela estaria interditada não teve embasamento nos documentos apresentados. Além disso, a mãe do engenheiro mora em outro estado e a interdição dela está sendo discutida judicialmente.


