Justiça rejeitou recurso e manteve preso Gilmar Bernardes Prestes, que matou o advogado Weberkrey Ribeiro Botelho e atirou contra sua ex-mulher. Decisão que manteve a prisão foi proferida pela Primeira Turma Criminal e divulgada nesta quinta-feira (3).
Autos do processo apontam que a defesa ingressou com pedido de liberdade provisória alegando excesso de tempo na prisão, uma vez que a detenção ocorreu em dezembro de 2022 e desde então Gilmar não passou por julgamento.
Além disso, advogados pediram que a detenção de Gilmar fosse convertida em prisão domiciliar caso o pedido inicial não fosse acatado. Contudo, ao analisar os autos, desembargadores não visualizaram elementos que justificassem o pedido.
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"A forma de execução dos crimes [assassinato e tentativa de assassinato mediante vários disparos de arma de fogo, em regiões letais, por motivação torpe e em contexto de violência doméstica e familiar] constitui fundamento idôneo para a segregação cautelar", diz trecho da decisão.
"As condições pessoais favoráveis não justificam a revogação, tampouco impedem a decretação da custódia cautelar, quando presente o periculum libertais", acrescentaram os desembargadores.
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Assassinato do advogado e tentativa de homicídio contra a mulher ocorreram na madrugada de 3 de dezembro de 2022. Na data, Gilmar atirou contra ambos, que estavam dentro de um carro, e fugiu em seguida. Durante abordagem policial, tentou resistir à prisão, mas foi encaminhado à delegacia.


