O preço da gasolina e do etanol já estão mais caros a partir desta quinta-feira (29), dois dias antes do prazo anunciado pelo Governo Lula, que passaria a cobrar os impostos federais PIS/COFINS e CIDE sobre os combustíveis apenas no próximo sábado (1º). O aumento já começou a chegar aos postos de maneira gradual, mas deve ser implantado totalmente até o final de semana.
A volta da cobrança cheia dos impostos federais gerou um aumento de R$ 0,34 por litro na tributação da gasolina, enquanto no etanol o aumento foi de R$ 0,22 por litro.
Em Cuiabá, a gasolina, que era comprada a R$ 4,99 poucas semanas atrás, já custa entre R$ 5,17 e R$ 5,25 nos postos. O Etanol, que na semana passada custava R$ 3,14 o litro, já é vendido a R$ 3,21.
A previsão era que os tributos federais voltassem a ser cobrados apenas no sábado, mas a medida provisória perdeu a validade, porque não foi votado pelo Congresso Nacional. A retomada da cobrança permite que os postos repassem este aumento para o consumidor imediatamente.
A alta na tributação acontece após a Petrobras ter anunciado, na semana passada, uma redução de R$ 0,13 por litro preço da gasolina para as distribuidoras. No entanto, o aumento dos impostos é maior que a queda anunciada, eliminando o efeito da redução para o consumidor final.
De acordo com o vice-presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Mato Grosso (Sindipetróleo-MT), Claudyson Martins Alves, este valor deve ser totalmente repassado ao consumidor. As distribuidoras já vinham aumentando os preços e alguns postos acabaram comprando mais caro do que vendiam, o que gerou prejuízo, que vai ser cobrado dos clientes.
"As distribuidoras já vêm aumentando, falando que não tinham produto. Desde semana passada já começou aumentando, um pouquinho segunda-feira, [um pouquinho] terça", explicou Claudyson.
No entanto, estes aumentos devem chegar às bombas de forma gradual. Alguns postos já começaram o repasse, enquanto outros devem adequar os novos preços apenas no final de semana. Tudo depende da disponibilidade de estoque dos postos.
"Têm postos que a compra é diária. O posto vende bem e a tancagem é pequena, então o preço já aumentou. Teve outros postos que não aumentaram, porque vende menos ou consegue estocar mais, então estão esperando acabar para comprar mais", exemplificou o vice-presidente.
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Em média, os postos têm estoque de combustível para três dias. Com a chegada do final de semana, eles devem manter reserva para dois dias, reserva esta que já passa a ser comprada das distribuidoras com os novos preços e repassadas ao consumidor final.


