A demanda da China levou as exportações de petróleo do Brasil a um dos maiores patamares da história. Em março, o país asiático comprou 1,6 milhão de barris por dia, o maior volume já registrado, equivalente a 67% de todo o petróleo exportado pelo Brasil .
O resultado impulsionou o total exportado para 2,5 milhões de barris diários, alta de 12,4% em relação ao mês anterior e o segundo maior nível da série histórica, atrás apenas de março de 2023 .
Mudança no mercado global
O avanço ocorre em meio a uma reorganização dos fluxos de energia no mundo. A crise no Oriente Médio e as restrições no Estreito de Ormuz fizeram países importadores buscarem novos fornecedores.
Nesse cenário, o Brasil ganhou espaço como alternativa para suprir parte da demanda internacional, especialmente na Ásia .
A Índia aparece como segundo principal destino, com 7% das exportações, seguida por Espanha e Estados Unidos.
Especialistas apontam que o ritmo pode sofrer ajustes nos próximos meses, caso reabertura do Estreito de Ormuz e eventuais acordos de trégua tendem a reduzir a pressão sobre o mercado asiático.
Ainda assim, a expectativa é que China e Índia mantenham volumes elevados de compras, garantindo espaço relevante para o petróleo brasileiro .
Diesel na contramão
Enquanto as exportações avançaram, o Brasil registrou queda nas importações de diesel. Em março, o volume recuou para 1,05 bilhão de litros, redução de 25% frente a fevereiro .
A retração reflete maior competição internacional e o aumento dos preços, além de mudanças na origem do produto. A participação dos Estados Unidos caiu, enquanto a Rússia ampliou presença no mercado brasileiro.


