Lemos relatou que tiros foram dados em frente à sua casa no dia 22, depois que ele divulgou que havia tatuado os rostos do ex-presidente Lula e da vereadora assassinada Marielle Franco nos braços.
Ativista de esquerda, o advogado suspeita que os tiros estejam relacionados à sua atividade e ideologia política. O ofício foi assinado pelo presidente da OAB-MT, Leonardo Campos. Ele pediu ao secretário Alexandre Bustamente “especial atenção” com relação ao caso.
"Diante dos fatos relatados pelo causídico no boletim de ocorrência anexo, solicitamos a especial atenção de vossa excelência, determinando a apuração rigorosa e imediata dos fatos ocorridos", diz o documento.
No boletim de ocorrência, o advogado relatou que sua esposa ouviu estampidos similares a disparos de arma de fogo e viu faíscas também típicas de tiros na noite de 22 de março. Ela ligou para o marido, que foi até a casa. Uma vizinha também teria ouvido os disparos no mesmo momento.


