Um estudo publicado na The American Journal of Emergency Medicine, um periódico de medicina dos Estados Unidos, contabilizou a procura por serviços de emergência devido a objetos 'presos' no ânus. Segundo os cientistas, número pode chegar a 4 mil por ano.
O trabalho partiu do interesse de pesquisadores da Universidade de Rochester, em Nova York, em entender a fundo essas lesões colorretais. Segundo eles, havia "pouca informação epidemiológica sobre esta condição”. Para o estudo, foram analisados dados de ocorrências de objetos estranhos no reto entre 2012 e 2021.
Foram estimados 38,948 casos ao longo desses nove anos em todo o país, considerando pessoas de 15 anos ou mais. A idade média foi de 43 anos. De todas as ocorrências de objetos no ânus, a maioria foi reportada entre homens (77% dos casos).
Uma parte dos casos são considerados complexos e precisam de uma abordagem multidisciplinar nos hospitais. Inclusive, quase metade das ocorrências precisam de internação e tratamento cirúrgico para retirada. A maioria, porém, não necessita de hospitalização.
Com os dados em mãos, os cientistas informaram que a incidência de acidentes colorretais por objetos estranhos passou por um aumento na última década. Se em 2012 a incidência era de 1.2 a cada 100.000 pessoas, ao final de 2023 era de 1.9 para o mesmo grupo populacional.
Caso inusitado chama atenção e mobiliza polícia
Em 2022, um caso inusitado de objetos estranhos introduzidos no ânus mobilizou a polícia, na França. Um homem de 88 anos chegou ao hospital com uma munição explosiva da Segunda Guerra Mundial, de cerca de 20 centímetros, no reto. Ele informou que havia feito por prazer.
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Além da preocupação com a vida do idoso, a equipe do hospital também precisou tomar cuidados extra com a munição, para garantir que não houvesse uma explosão no local. A polícia foi chamada e o esquadrão anti-bomba determinou a segurança para os procedimentos cirúrgicos de retirada.


