Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Parece filme de ficção científica, mas já é real: cientistas japoneses encontram o

Ao desligar uma única proteína, cientistas conseguiram reverter o envelhecimento celular em laboratório

Parece filme de ficção científica, mas já é real: cientistas japoneses encontram o
Foto: Peggychoucair/PixabayFoto: Arquivo Colíder News
Um grupo de cientistas no Japão pode ter encontrado uma forma de retardar ou até reverter esse processo. Pesquisadores da Universidade de Osaka descobriram que uma proteína específica, chamada AP2A1, desempenha um papel central no envelhecimento celular. Quando bloqueada, ela pode ativar mecanismos que retardam o envelhecimento ou podem até reverter seus efeitos.

A proteína que pode retardar o envelhecimento
Durante o envelhecimento, as células do corpo tornam-se maiores e mais inativas — ou seja, não se dividem, nem morrem. Esse processo é conhecido como senescência celular. 

Essas células envelhecidas se acumulam no organismo e estão associadas a doenças como osteoporose, enfermidades cardíacas, alguns tipos de câncer e distúrbios neurodegenerativos.

Segundo Pirawan Chantachotikul, pesquisadora da Universidade de Osaka e uma das autoras do estudo publicado na revista Cellular Signalling, “as fibras de estresse nas células senescentes são muito mais espessas do que nas células jovens, sugerindo que as proteínas nessas fibras ajudam a manter seu tamanho e imobilidade”. 

A equipe observou que a AP2A1 está presente em maior quantidade nessas células envelhecidas e parece contribuir diretamente para esse "enrijecimento".

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Desativar a AP2A1 para “rejuvenescer” as células
Nos experimentos de laboratório, os pesquisadores modularam a expressão da AP2A1 em diferentes tipos de células humanas. Quando essa proteína foi desativada em células envelhecidas, elas voltaram a se dividir e reduziram de tamanho, recuperando características típicas de células jovens. 

Em contrapartida, nas células jovens, o aumento da AP2A1 acelerou o processo de envelhecimento.

“A supressão da AP2A1 em células mais velhas reverteu a senescência e promoveu a renovação celular”, explicou Shinji Deguchi, coautor do estudo.

Além disso, a equipe utilizou o composto IU1, uma substância que auxilia na "faxina molecular" ao remover proteínas danificadas. A combinação entre o bloqueio da AP2A1 e a aplicação do IU1 gerou uma redução mensurável nos marcadores de envelhecimento, indicando uma reversão parcial do relógio biológico celular.

Impacto potencial e próximos passos
Embora ainda em fase inicial, os pesquisadores destacam que a descoberta pode transformar a medicina regenerativa. Se os resultados forem confirmados em organismos mais complexos, será possível não apenas prolongar a expectativa de vida, mas também prevenir doenças crônicas antes mesmo do surgimento dos primeiros sintomas.

Fonte: Natália P. Martins l Agência Xataka
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