Investigadores da Polícia Civil encontraram fragmentos de um documento de identidade entre os destroços do jato executivo modelo Learjet 35, que explodiu e matou duas pessoas nas proximidades do aeródromo de Matupá (682 km de Cuiabá), na tarde desta terça-feira (23). Conforme a PJC, o dono do documento ainda não foi identificado.
Uma perícia papiloscópica é realizada para identificar as vítimas, uma vez que os corpos estavam carbonizados. A Delegacia de Matupá faz diligências na região para apurar quando os ocupantes chegaram ao município, assim como para obter informações sobre aeronave.
O comando local da Aeronáutica está apurando informações técnicas e realizando a perícia sobre as causas do acidente. A aeronave, que caiu em uma área de plantação de eucalipto, é avaliada em US$ 3 milhões, equivalentes a cerca de R$ 16 milhões.
Informações preliminares apontam que o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) da aeronave estava vencido há 14 anos. O jato, que tinha sido vendido, seria levado para manutenção em São Paulo.
O avião estava parado no aeródromo há cerca de duas semanas, devido a problemas em uma das rodas. Segundo o Corpo de Bombeiros, a queda ocorreu em uma propriedade rural que faz divisa com o Aeroporto de Matupá, aproximadamente a 25 km de Guarantã do Norte.
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No local, já havia um caminhão-pipa da Prefeitura combatendo o fogo, que também atingia uma plantação de eucaliptos. O incêndio foi controlado e posteriormente realizado o rescaldo. De acordo com testemunhas, trata-se de um jato executivo modelo Learjet 35. Até o momento, foram localizados dois corpos no local do acidente.


