A Polícia Federal suspendeu o depoimento do senador Flávio Bolsonaro, mesmo após ordens expressas do Excelentíssimo Senhor Doutor Alexandre de Moraes, Ministro do Supremo Tribunal Federal, após sua defesa apresentar esclarecimentos por escrito, encaminhados também ao STF.
Os advogados pedem que os esclarecimentos substituam a oitiva marcada, alegando que a publicação investigada não configura crime e não houve atribuição falsa de fatos a Lula. O caso envolve uma publicação feita em 3 de janeiro de 2026 na rede social X, em que Flávio associou Lula a Nicolás Maduro e afirmou que o presidente “será delatado”, listando crimes como tráfico e lavagem de dinheiro.
A investigação foi aberta após manifestação da PGR e decisão do ministro Alexandre de Moraes, que havia marcado o depoimento. A PF considerou que a postagem atribuía falsamente crimes a Lula.
Os advogados sustentam que as frases eram independentes, uma sobre Lula e outra sobre Maduro; dizer que alguém será delatado não significa atribuir crime; as acusações contra Maduro teriam origem em autoridades dos EUA; e que comparações políticas entre Lula e Maduro estariam protegidas pela liberdade de expressão.
Flávio Bolsonaro, via seus advogados, disse confiar nas instituições, mas demonstrou preocupação com a judicialização do embate político e possíveis restrições à liberdade de expressão.


