Com o crescimento acelerado das transações via Pix — que movimentaram R$ 26 trilhões em 2024 —, também aumentaram os casos de fraudes envolvendo comprovantes falsos.
Golpistas usam estratégias de engenharia social para enganar vendedores e prestadores de serviço, principalmente durante pagamentos realizados de forma presencial ou por mensagem.
Entre os golpes mais comuns está a apresentação de comprovantes adulterados ou de agendamento, usados para simular transferências concluídas.
Por isso, o Banco Central implementou mudanças importantes nos comprovantes, obrigando os bancos a adicionar ícones visuais que ajudam o usuário a verificar se o Pix foi realmente finalizado.
O que mudou nos comprovantes de Pix?
Desde abril, os comprovantes de transações concluídas trazem um ícone de check verde (?). Já nos casos de agendamento de Pix, os bancos devem emitir um comprovante com a expressão “Agendamento Pix” e um ícone de calendário.
Com o crescimento acelerado das transações via Pix — que movimentaram R$ 26 trilhões em 2024 —, também aumentaram os casos de fraudes envolvendo comprovantes falsos.
Golpistas usam estratégias de engenharia social para enganar vendedores e prestadores de serviço, principalmente durante pagamentos realizados de forma presencial ou por mensagem.
Entre os golpes mais comuns está a apresentação de comprovantes adulterados ou de agendamento, usados para simular transferências concluídas.
Por isso, o Banco Central implementou mudanças importantes nos comprovantes, obrigando os bancos a adicionar ícones visuais que ajudam o usuário a verificar se o Pix foi realmente finalizado.
O que mudou nos comprovantes de Pix?
Desde abril, os comprovantes de transações concluídas trazem um ícone de check verde (?). Já nos casos de agendamento de Pix, os bancos devem emitir um comprovante com a expressão “Agendamento Pix” e um ícone de calendário.
Essas alterações visam combater a prática na qual criminosos mostram um agendamento como se fosse um pagamento efetivado e, depois, o cancelam, deixando o vendedor sem receber.
Além disso, é recomendável sempre conferir a imagem do comprovante. Imagens em baixa qualidade ou com marcas genéricas podem indicar tentativa de golpe. Outro ponto de atenção é o código identificador único da transação, que deve estar presente em todo comprovante verdadeiro.
Cuidados que fazem a diferença
Para reforçar a segurança, ative as notificações do aplicativo do seu banco e confira o extrato da conta antes de liberar produtos ou concluir um serviço. Essa verificação extra pode evitar prejuízos significativos — especialmente em transações presenciais, onde o tempo é curto e a pressão por rapidez é comum.
Do mesmo modo, outro cuidado importante é não clicar em arquivos enviados como comprovantes, especialmente em formatos como .zip.
Golpistas já passaram a usar esse tipo de isca para instalar vírus e roubar dados. Segundo alerta da Polícia Civil de Santa Catarina, essa nova prática já está sendo aplicada com o objetivo de controlar dispositivos móveis das vítimas.
Ferramentas do Banco Central podem ajudar
Por fim, vale lembrar que, a partir de outubro, todos os bancos deverão oferecer o MED (Mecanismo Especial de Devolução) no autoatendimento. Essa ferramenta, criada pelo Banco Central, permite que vítimas de fraude solicitem o estorno de valores transferidos em golpes.
Embora o MED não possa ser usado para erros comuns (como digitação errada de chave Pix), ele é uma alternativa eficaz quando há crime comprovado. O sistema foi criado para proteger vítimas e aumentar a chance de recuperação do dinheiro, bloqueando a conta do fraudador antes que ele saque os valores.Investimento rápido e lucrativo
Golpes com Pix têm se tornado mais sofisticados, mas, com atenção e informação, é possível se proteger. Verifique os detalhes do comprovante, não confie apenas na aparência e, sempre que possível, confirme o recebimento diretamente no extrato bancário.


