A Polícia Civil deflagrou, hoje (23), a Operação Barco Fantasma para investigar um esquema de estelionato envolvendo a compra de bens de alto valor, como caminhonetes, outros veículos e lanchas, mediante pagamentos não realizados ou cheques que não eram compensados. As investigações apontam que os golpes causaram prejuízos a diversas vítimas, principalmente nas regiões de Sinop e Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso.
Segundo o delegado Sérgio, responsável pela operação, o principal investigado deixou o estado de Mato Grosso e foi localizado anteriormente na região Sul do país, onde também houve diligências policiais. Ele não está preso atualmente e, conforme as informações preliminares estaria submetido a monitoramento eletrônico ou a outra medida cautelar.
De acordo com a Polícia Civil, o esquema funcionava por meio de negociações de compra e venda de bens móveis. O suspeito adquiria os produtos, mas não efetuava o pagamento combinado. Em outras situações, entregava cheques sem fundos ou documentos que não eram compensados por divergência de assinatura, deixando os proprietários com os prejuízos.
A operação foi desencadeada após um dos proprietários procurar a Polícia Civil e apresentar documentos que comprovariam a propriedade de uma lancha, além de provas relacionadas à negociação. A partir das informações reunidas, os investigadores identificaram outros veículos que também poderiam ter origem em golpes.
Com base nos elementos levantados durante a investigação, a Polícia Civil solicitou à Justiça mandados de busca e apreensão para localizar os bens suspeitos de estarem vinculados às fraudes.
Uma caminhonete já foi apreendida, e outras diligências estão em andamento em diferentes municípios. Conforme o delegado, equipes policiais realizam buscas em localidades como Itapurá, Várzea Grande e Lucas do Rio Verde, além de outras regiões do estado, para tentar recuperar os veículos relacionados às investigações.
A Polícia Civil pretende apreender os bens identificados como possíveis produtos dos golpes e reunir provas que permitam esclarecer a origem de cada um deles. A destinação definitiva ficará a cargo do Poder Judiciário, que deverá decidir sobre a quem os veículos serão entregues após a análise da documentação e das evidências apresentadas.
Durante a entrevista, o delegado também informou que as investigações apontam para a possível participação de pessoas do núcleo familiar do principal investigado. Segundo ele, parentes teriam sido utilizados para transferir recursos e objetos.
A eventual participação de outras pessoas ainda depende do aprofundamento das apurações. A Polícia Civil busca esclarecer como os bens eram movimentados, quem participou das negociações e quais vítimas foram prejudicadas.
O valor total do prejuízo causado pelo esquema ainda não foi calculado. Conforme o delegado Sérgio, são diversos veículos e outras negociações sob investigação, e o levantamento precisa reunir informações dos casos apurados em Sinop, Lucas do Rio Verde e outras localidades.
A investigação também envolve procedimentos realizados em conjunto com outras apurações policiais, incluindo diligências na região Sul do Brasil.
Apesar das buscas e apreensões, o principal investigado não está preso neste momento. A Polícia Civil continua trabalhando para localizar outros bens, identificar possíveis envolvidos e dimensionar o prejuízo provocado às vítimas.
A Operação Barco Fantasma segue em andamento.


