O professor Breno Antonio Humberto de Moraes, de 25 anos, sofreu três ferimentos cortantes na genitália externa enquanto ainda estava vivo. A informação foi repassada pelo delegado Bruno Abreu, responsável pela investigação, com base no laudo necroscópico. Segundo ele, o professor morreu por choque hemorrágico decorrente de hemorragia aguda, provocada principalmente por lesões vasculares no pescoço e no abdômen.
Conforme o delegado, os três ferimentos na genitália foram classificados como cortantes, e não como perfurocortantes. A descrição se refere a cortes na região externa, sem indicação de introdução de objeto.
Ao analisar os resultados do exame, Bruno Abreu afirmou que a quantidade, a localização e a natureza das lesões apontam para uma agressão que ultrapassou a violência necessária para provocar a morte. Na avaliação dele, há fortes elementos indicativos de emprego de meio cruel.
“Pelo que eu compreendi do laudo, nós não estamos diante apenas de um homicídio com múltiplos golpes. O exame demonstra uma violência extremamente intensa, com lesões profundas em regiões vitais, principalmente pescoço e abdômen, além de ferimentos em uma região extremamente sensível, a genitália externa, todos produzidos em vida”, afirmou.
O delegado destacou que o próprio documento ressalta a multiplicidade dos ferimentos e a intensidade da violência física empregada contra o professor.
“A causa da morte foi choque hemorrágico decorrente de hemorragia aguda, provocada principalmente pelas lesões vasculares no pescoço e no abdômen. Então, para mim, a dinâmica revela uma agressão de extrema brutalidade, muito além do necessário para provocar a morte”, declarou.
As informações detalham os ferimentos sofridos por Breno e o mecanismo que levou ao óbito. Na avaliação preliminar divulgada anteriormente, o delegado havia informado a existência de golpes profundos de arma branca e lesões inicialmente compatíveis com o uso de uma faca de grande porte.
Breno estava desaparecido desde 26 de setembro, quando foi visto pela última vez em Várzea Grande. O corpo foi localizado na quinta-feira (08), na região do Capão Grande, após 12 dias de buscas.
Horas antes da localização, a Polícia Civil havia prendido o serralheiro Elias Samuel Delgado da Silva, conhecido como Elias Bigode, na região do Manso. Ele é investigado por suspeita de envolvimento no crime.
A defesa, representada pelo advogado Ronaldo Meirelles, informou anteriormente que Elias negou qualquer participação no desaparecimento do professor. Segundo o advogado, o investigado havia prestado esclarecimentos espontaneamente à Polícia Civil, entregue o celular e fornecido a senha do aparelho.
O caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que busca esclarecer a motivação do assassinato e identificar eventuais outros envolvidos.
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