Quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Professor sequestrado sofreu três cortes na genitália ainda vivo, afirma delegado

Delegado vê fortes indícios de emprego de meio cruel no assassinato

Professor sequestrado sofreu três cortes na genitália ainda vivo, afirma delegado

O professor Breno Antonio Humberto de Moraes, de 25 anos, sofreu três ferimentos cortantes na genitália externa enquanto ainda estava vivo. A informação foi repassada pelo delegado Bruno Abreu, responsável pela investigação, com base no laudo necroscópico. Segundo ele, o professor morreu por choque hemorrágico decorrente de hemorragia aguda, provocada principalmente por lesões vasculares no pescoço e no abdômen.

Conforme o delegado, os três ferimentos na genitália foram classificados como cortantes, e não como perfurocortantes. A descrição se refere a cortes na região externa, sem indicação de introdução de objeto.

Ao analisar os resultados do exame, Bruno Abreu afirmou que a quantidade, a localização e a natureza das lesões apontam para uma agressão que ultrapassou a violência necessária para provocar a morte. Na avaliação dele, há fortes elementos indicativos de emprego de meio cruel.

“Pelo que eu compreendi do laudo, nós não estamos diante apenas de um homicídio com múltiplos golpes. O exame demonstra uma violência extremamente intensa, com lesões profundas em regiões vitais, principalmente pescoço e abdômen, além de ferimentos em uma região extremamente sensível, a genitália externa, todos produzidos em vida”, afirmou.

O delegado destacou que o próprio documento ressalta a multiplicidade dos ferimentos e a intensidade da violência física empregada contra o professor.

“A causa da morte foi choque hemorrágico decorrente de hemorragia aguda, provocada principalmente pelas lesões vasculares no pescoço e no abdômen. Então, para mim, a dinâmica revela uma agressão de extrema brutalidade, muito além do necessário para provocar a morte”, declarou.

As informações detalham os ferimentos sofridos por Breno e o mecanismo que levou ao óbito. Na avaliação preliminar divulgada anteriormente, o delegado havia informado a existência de golpes profundos de arma branca e lesões inicialmente compatíveis com o uso de uma faca de grande porte.

Breno estava desaparecido desde 26 de setembro, quando foi visto pela última vez em Várzea Grande. O corpo foi localizado na quinta-feira (08), na região do Capão Grande, após 12 dias de buscas.

Horas antes da localização, a Polícia Civil havia prendido o serralheiro Elias Samuel Delgado da Silva, conhecido como Elias Bigode, na região do Manso. Ele é investigado por suspeita de envolvimento no crime.

A defesa, representada pelo advogado Ronaldo Meirelles, informou anteriormente que Elias negou qualquer participação no desaparecimento do professor. Segundo o advogado, o investigado havia prestado esclarecimentos espontaneamente à Polícia Civil, entregue o celular e fornecido a senha do aparelho.

O caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que busca esclarecer a motivação do assassinato e identificar eventuais outros envolvidos.

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