O artigo do Estadão intitulado “Eles são casados, têm filhos… e são padres da Igreja Católica no Brasil e em Roma” aborda a existência de padres casados que atuam dentro da estrutura da Igreja Católica, especialmente nas igrejas orientais em comunhão com Roma — uma realidade pouco conhecida, mas autorizada pelo Vaticano em contextos específicos.
Destaca-se o caso de Vítor Pimentel Pereira, brasileiro de 42 anos, casado e pai de três filhos, que foi ordenado sacerdote em 2021 na Igreja Greco-Católica Melquita.
A ordenação ocorreu após o Papa Francisco, em 2014, autorizar que padres casados pertencentes às igrejas orientais pudessem ser ordenados também fora de seus países de origem, ou seja, mesmo em países de maioria católica romana, como o Brasil.
Outro exemplo citado é o do padre Sergiu Chiroloaei, romeno de 27 anos, também casado e com um filho.
Ele atua como sacerdote na capital italiana, Roma.
Ambos ilustram uma tradição antiga mantida em 21 das 23 igrejas orientais em plena comunhão com o Vaticano, que permitem a ordenação de homens casados ao sacerdócio.
Essa realidade é bastante distinta da prática da Igreja Católica de rito latino, que mantém a obrigatoriedade do celibato sacerdotal.
A reportagem discute ainda os desafios enfrentados por esses padres casados, tanto no ambiente eclesiástico quanto na vida pessoal, além de revelar que a existência deles gera curiosidade e até resistência em alguns setores da própria Igreja.
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No entanto, há uma expectativa de continuidade e ampliação dessa política com o novo papado de Leão XIV, que assumiu recentemente o pontificado.
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A matéria reforça que esses padres desejam apenas servir à sua comunidade com autenticidade, conciliando a vida familiar e o chamado religioso.
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