Foram poucas as vezes em que representantes da Secretaria Estadual de Educação (Seduc-MT) se reuniram com os trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) nos últimos anos e, em quase todas, sem a presença do secretário Alan Porto. Durante essas ocasiões, os sindicalistas apresentaram a pauta com as principais reivindicações da categoria, sendo que a principal delas trata da questão da valorização profissional, incluindo os reajustes salariais devidos.
Na reunião em que os representantes da Seduc-MT, em janeiro deste ano, houve a promessa da Gestão, de que seria criada uma Comissão composta por representantes da pasta e do sindicato, para debater uma política de avanço para recuperar o poder de compra dos salários dos educadores.
Segundo o presidente do Sintep-MT, Valdeir Pereira, de lá pra cá, não houve nenhum avanço diante dessa promessa. “O governo não constituiu a Comissão Paritária entre a secretária de educação (SEDUC-MT), e o Sindicato dos trabalhadores no Ensino público de Mato Grosso (SINTEP-MT), para apresentar uma proposta de política salarial que recomponha as perdas ocorridas com o fim da Lei 510/2013.
É importante ressaltar que a cada dia que passa, o trabalhador perde poder de compra, já que o salário está completamente defasado em decorrência das perdas salariais acumuladas pela não aplicação ou aplicação parcial da Revisão Geral Anual (RGA). Para valer a democracia, é preciso que o governo nos ouça, negocie e que cumpra os combinados”, disse Valdeir.
Outros temas também carecem de um debate junto ao governo. “Uma questão que tem gerado grande sofrimento para boa parte dos trabalhadores da educação, daqueles e daquelas que já contribuíram com o estado durante toda sua vida laboral, é o vergonhoso confisco das aposentadorias e pensões. O estado tem dinheiro e pode muito bem rever a faixa de isenção para aqueles que recebem até o teto da previdência”, declarou o presidente do Sintep-MT.
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Conforme o sindicalista, a Seduc-MT não respeita um calendário de reuniões junto às representações sindicais e não cumpre com as promessas feitas, como o caso do debate da recomposição salarial.
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“Se essa comissão paritária tivesse sido levada adiante, seria a sinalização de um começo para que os trabalhadores da educação pública no estado fossem valorizados. É por causa dessa inércia do governo Mauro Mendes e do Secretário Alan Porto, que no próximo Conselho de Representantes da Educação, iremos debater internamente as medidas que iremos tomar para fazer valer nossos direitos”, finalizou Valdeir.


