A ministra Maria Thereza de Assis Moura, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou habeas corpus e manteve a prisão de Karol Karine da Silva, conhecida como “Karol do Grau”, acusada de integrar uma facção criminosa em Mato Grosso. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (16).
“Karol do Grau” foi presa em dezembro do ano passado em Juína ( a 735 km de Cuiabá), por suposto envolvimento em homicídios na cidade e tráfico de drogas.
No habeas corpus, a defesa alegou constrangimento ilegal na prisão. Também sustentou que ela é mãe de uma criança menor de cinco anos, que depende de seus cuidados.
“Requer, assim, liminarmente e no mérito, a revogação da prisão cautelar, ainda que mediante a aplicação de medidas cautelares alternativas não prisionais, ou sua substituição pela prisão domiciliar”, diz trecho do HC.
Na decisão, porém, a ministra escreveu que não há, ao menos em uma análise preliminar, ilegalidade que justifique a soltura da acusada.
“Em especial quanto à tese de que deve haver a substituição da segregação cautelar pela prisão domiciliar, não há teratologia pois a paciente é acusada da prática, em tese, de crime cometido com violência ou grave ameaça, situação em que é vedada legalmente a concessão desse benefício (art. 318-A, I, do CPP)”, escreveu.
“Ante o exposto, com fundamento no art. 21-E, IV, c/c o art. 210, ambos do RISTJ, indefiro liminarmente o presente habeas corpus”, decidiu.
Suposta “tocaia”
Investigações da Polícia Civil apontam que “Karol do Grau” atuava na parte de “logística” da facção criminosa.
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Em um dos homicídios, ocorrido no dia 5 de novembro, no Bairro Módulo 5, ela teria ficado de “tocaia” em frente à casa de uma vítima e informou aos outros membros o momento em que o homem saiu da casa.
Em novembro ela também foi presa com diversas munições e porções de drogas em sua casa. Mas foi solta e estava sendo monitorada por tornozeleira eletrônica.


