Um pequeno submarino com cinco pessoas a bordo usado para observar os destroços do transatlântico britânico Titanic, naufragado no Atlântico Norte, desapareceu, desencadeando uma operação multinacional de busca e resgate, informaram nessa segunda-feira (19) autoridades americanas e canadenses.
A embarcação de 6,5 metros, operada pela OceanGate Expeditions, começou sua descida no domingo de manhã e perdeu contato com a superfície menos de duas horas depois, disse a Guarda Costeira dos Estados Unidos no Twitter.
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Acredita-se que um dos passageiros é um aviador britânico, que postou antes nas redes sociais que participaria da expedição.
A Guarda Costeira americana afirmou que lançou uma busca com uma aeronave aproximadamente 900 milhas (1.450 quilômetros) a leste de Cape Cod. E o Canadá também participa das buscas, com um barco e uma aeronave de asa fixa, de acordo com sua Guarda Costeira.
"É um desafio realizar uma busca nessa área remota, mas estamos mobilizando todos os recursos disponíveis para garantir que possamos localizar a embarcação e resgatar as pessoas a bordo", declarou o contra-almirante da Guarda Costeira dos EUA, John Mauger, a repórteres em Boston, onde supervisionava a operação.
O tempo é um fator crítico. A embarcação tem autonomia de 96 horas para uma tripulação de cinco pessoas, e Mauger apontou, na tarde desta segunda, que acreditava que ainda restavam cerca de 70 horas de oxigênio.
Em seu site, a OceanGate indicava que uma expedição de mergulho ao local do Titanic estava "atualmente em andamento". A empresa utiliza um submersível chamado Titan para suas imersões a uma profundidade máxima de 4.000 metros.
Em comunicado citado pela CBS News e outros veículos, a OceanGate disse: "Todo nosso foco está nos membros da tripulação do submersível e suas famílias."
Na superfície ou submerso?
A Guarda Costeira dos EUA usava dois aviões C-130 para realizar uma varredura da superfície, enquanto o Canadá enviou aeronaves "que utilizam tecnologia sonar com boias", disse o suboficial-chefe da corporação americana, Robert Simpson, à AFP.
Segundo Simpson, "após o tempo previsto para retorno" do submarino, o navio da OceanGate "realizou uma busca inicial e não encontrou nada ou qualquer sinal do submarino, então entraram em contato com a Guarda Costeira".
Em seu comunicado, a OceanGate Expeditions afirmou que estava "profundamente agradecida pela ampla assistência que recebemos de várias agências governamentais e companhias de águas profundas em nossos esforços para restabelecer o contato com o submersível".
O Titanic saiu do porto inglês de Southampton em 10 de abril de 1912 para sua viagem inaugural rumo a Nova York, mas afundou após colidir com um iceberg cinco dias depois. Dos 2.224 passageiros e tripulantes, morreram quase 1.500.
Os destroços do transatlântico foram descobertos em 1985 a 650 quilômetros da costa canadense, a 4.000 metros de profundidade, em águas internacionais do oceano Atlântico. Desde então, a área é visitada por caçadores de tesouros e turistas.
Sem ter estudado esta embarcação especificamente, Alistair Greig, professor de engenharia marinha na University College London, sugeriu duas possíveis teorias, com base em imagens do submersível publicadas pela imprensa.
Ele disse que, se houve um problema elétrico ou de comunicações, a embarcação pode ter subido para a superfície e permanecido flutuando, "à espera de ser encontrado".
"Outro cenário é um comprometimento do casco de pressão, um vazamento", explicou. "Então o prognóstico não é bom", acrescentou.
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Embora o submarino possa ainda estar intacto durante o mergulho, "são poucas as embarcações" capazes de ir até a profundidade em que o Titan pode ter chegado.
Por: AFP


