O ex-senador Júlio Campos (DEM) fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) ao comentar a prisão do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB), que ocorreu na última sexta-feira (13).
A determinação do ministro do STF, Alexandre de Moraes, ocorre dentro do chamado inquérito da milícia digital. Ocorre que Moraes assinou o mandado sem a manifestação da Procuradoria Geral da República, que não cumpriu o prazo dado de 24 horas para se posicionar.
Para Júlio, a prisão sem o parecer se torna “meio inconstitucional” e “meio ilegal”.
“É uma prisão polêmica porque qualquer prisão tem que passar pelo Ministério Público seja ele Federal ou Estadual. Ou seja, meio inconstitucional e meio ilegal”, disse em entrevista a imprensa nesta segunda-feira (16).
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“Mas, hoje o Supremo é supremo. Manda em tudo nesse País. Está acima da lei e da ordem. Não dá para comentar o STF brasileiro nas atitudes que vem tomando recentemente. É o guardião e o rasgador da Constituição ao mesmo tempo”, emendou.
No entanto, o democrata ponderou que Jefferson estava “provocando” a Corte Suprema.
“Ele estava provocando muito. Abusando das palavras, gestos e atitudes”, disse Campos.
No mandado de prisão, Moraes afirmou que “Jefferson pleiteou o fechamento do Supremo, a cassação imediata de todos os ministros para acabar com a independência do Judiciário, incitando a violência física contra eles, porque não concorda com os seus posicionamentos”.
Durante o cumprimento de mandado de prisão, o ex-deputado e presidente nacional do PTB chegou a mandar um áudio para correligionários da sigla se referindo ao ministro Alexandre de Moraes como “cachorro do Supremo” e “Xandão, o pior caráter que tem no Supremo”.
A defesa de Roberto Jefferson pediu a conversão da prisão preventiva em domiciliar, mas ainda não obteve decisão.


