Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Tenho na barriga uma bebê viva e outra morta', conta mãe de gêmeas

Thaiana Loena Fraga, de 29 anos, foi diagnosticada com Síndrome da Transfusão Feto-Fetal (STFF) e mantém a gravidez com uma das bebês sem vida há quase dois meses em sua barriga.

Tenho na barriga uma bebê viva e outra morta', conta mãe de gêmeas
Foto: ReproduçãoFoto: Arquivo Colíder News

Grávida de gêmeos, a nutricionista Thaiana Loena Fraga, de 29 anos, perdeu uma das bebês com 27 semanas de gestação devido a uma síndrome. Próxima de completar 9 meses, Thaiana leva a gravidez com uma das bebês sem vida há quase dois meses em sua barriga.


A nutricionista sempre quis ser mãe de gêmeos, principalmente, porque há casos na família. Após conseguir engravidar, depois de meses de planejamento, Thaiana foi surpreendida duplamente: seria mãe de gêmeas - Maria Alice e Maria Heloísa - e também vítima da Síndrome da Transfusão Feto-Fetal (STFF).

Ela sabia desde o início que a gestação gemelar univitelina, em apenas uma placenta, poderia haver complicações, mas jamais pensou que a previsão realmente iria se concretizar.

Após diversos exames e avaliações, Thaiana descobriu com 27 semanas, no fim de novembro de 2021, a Síndrome da Transfusão Feto-Fetal. “Tive uma gravidez muito tranquila, em um exame de rotina foi constatada a síndrome, foi um choque muito grande”, disse.

Segundo o diagnóstico médico, a síndrome acontece quando um dos fetos passa a 'doar' sangue para o outro e fica anêmico. O receptor, por sua vez, recebe muito sangue e tem a produção de líquido amniótico aumentada, sobrecarregando o coração, o que aconteceu com Maria Heloisa.

Com isso, Thaiana precisou ir para Campinas (SP) para realizar uma intervenção cirúrgica e tentar salvar os bebês.

"Tudo aconteceu muito rápido, descobrimos que os cordões umbilicais se uniram e uma das bebês estava sugando o sangue da outra, o coração não dava conta. Fomos para Campinas para cauterizar onde ocorria essa ligação entre elas. A única alternativa era a cirurgia, tinha 55% de chance das duas sobreviveram, e eu me agarrei nisso”, relatou.

Perda
Após a cirurgia, em uma consulta com a obstetra foi constatado o que Thaiana mais temia, uma das bebês estava sem batimento cardíaco ainda no útero.

"O coraçãozinho dela já tinha parado de bater, a Maria Heloísa estava com insuficiência cardíaca. Mantemos as duas na minha barriga porque a placenta ainda tem bastante líquido e está sendo possível manter apenas uma viva sem que haja risco de infecção,", lamentou.

Apesar de conseguir salvar uma das bebês, Thaiana não esconde que é muito doloroso saber que ao dar à luz, em uma cesárea marcada para esta terça-feira (25), Maria Alice vai nascer viva, mas a irmãzinha, Maria Heloísa não.

“É uma situação muito delicada, tenho na barriga uma bebê viva e outra morta, amanhã vou conhecer uma filha viva e outra sem vida, preciso ser forte porque a Maria Alice vai precisar de mim”, disse.

A nutricionista relatou que assim como está se preparando para receber a filha Maria Alice, também sabe que terá momentos de luto e tristeza. “Quero pegar a Maria Heloisa no colo, sei que enquanto ela está na minha barriga, ela é minha, mas ao mesmo tempo tenho que pensar no enterro dela, é muito dolorido”.

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Ajuda
Devido a cirurgia, exames e viagem, a família gastou mais de R$ 80 mil no tratamento. Para ajudar nas despesas, a família está fazendo rifa de uma TV de 50 polegadas ao custo de R$ 30,00 o número.

Quem quiser comprar e auxiliar nesse momento, pode entrar em contato pelo número (67) 99231-8098.

FONTE: https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2022/01/24/tenho-na-barriga-uma-bebe-viva-e-outra-morta-conta-mae-de-gemeos-com-doenca-rara.ghtml

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