Sábado, 3 de outubro de 2026

Vereador de Cuiabá afirma que MT está refém do crime organizado e sem reação à altura

Ele criticou a atuação da justiça, destacando a discrepância nas penas aplicadas a criminosos e golpistas condenados pelo 8 de janeiro

Vereador de Cuiabá afirma que MT está refém do crime organizado e sem reação à altura
Foto: Arquivo Colíder News

O vereador Rafael Ranalli (PL) afirmou que Mato Grosso está refém do crime organizado — e o pior, sem reação à altura. Ranalli defendeu que o combate ao crime precisa ser tratado com uma legislação específica, deixando claro que medidas brandas já não funcionam mais.


A declaração foi feita durante a sessão da Câmara de Vereadores desta terça-feira (18.03), após o parlamentar ser confrontado com a “macabra” descoberta de novos corpos enterrados em cemitérios clandestinos no Estado. São 26 vítimas somente neste ano — um número estarrecedor que escancara o avanço do crime organizado diante da inércia estatal.

“Nós somos reféns do crime organizado. Quando eu defendo penas mais duras, é exatamente por isso. Essa foi, inclusive, a última conversa que tive com o governador. Eu apoio, sem titubear, que criemos uma legislação específica para facções criminosas”, afirmou Ranalli.

Ranalli também não poupou críticas aos desembargadores que defendem a manutenção dos “mercadinhos” nos presídios. O alvo o desembargador Orlando Perri, que tem defendido a manutenção dos chamados "mercadinhos" nos presídios do Estado — mesmo após o governo determinar o fechamento desses estabelecimentos.

“Você tem desembargador que defende mercadinho em presídio. Ele defende progressão de pena, defende tornozeleira”, disparou Ranalli.

O vereador deixou claro que a tolerância com o crime organizado, disfarçada de garantismo, é o que está permitindo o avanço dessa violência brutal. E, pelo visto, alguns togados estão mais preocupados em defender as regalias dos criminosos do que em proteger a sociedade.

Quando indagado pelos jornalistas sobre a previsão dessas medidas na legislação, o parlamentar questionou a lei e defende que cabe aos vereadores debater essas questões, mesmo que ultrapassem os limites da esfera municipal.

“Eu questiono a lei. Estamos aqui para isso. Mas o que os nossos deputados federais estão fazendo lá em Brasília? Porque não estão defendendo os interesses da população brasileira e cuiabana? Às vezes, eu entro em alguns assuntos que dizem ‘ah, não é da sua competência’. Mas o nosso eleitorado, o povo cuiabano, precisa ouvir a verdade”, disparou o vereador.

O parlamentar reforçou sua crítica ao mencionar a condenação dos participantes dos atos golpistas de 8 de janeiro. Segundo ele, o governador tem se esforçado para combater o crime organizado, mas a impunidade persiste no sistema judiciário, neutralizando os avanços nas políticas de segurança.

Acompanhe o nosso trabalho também nas redes sociais;

Siga a nossa página do Colidernews no Facebook.

Acompanhe nossas matérias no Grupo de WhatsApp.

Saiba tudo do nosso site na pagina oficial do Twitter ‘X’.

Siga o Colidernews também no Instagram.

Faça parte do nosso grupo de notícias no Telegram.

“Eu prendi um traficante uma vez com 200 kg de drogas. Em menos de dois anos, eu prendi o mesmo sujeito de novo! Isso é impunidade escancarada. O governador está tentando com projetos de tolerância zero, o que eu acho que deveria ser ainda mais rigoroso. Mas chega na justiça e o cara pega dois anos de pena, enquanto a moça que pintou uma estátua com batom vai pegar 17 anos e já tem dois anos que não vê os filhos. Isso é justiça?”, criticou.

Esta informação foi útil?Compartilhe com seus contatos.
22ª Festa do Carneiro
Publicidade 22ª Festa do Carneiro Conhecer parceiro