Vereadora Edna Sampaio (PT) ingressou com pedido de segurança institucional na Presidência da Câmara de Cuiabá. Ela quer apoio de uma escolta armada de 24 horas. O requerimento foi protocolado nesta sexta-feira (7).
A petista foi autora do processo de cassação do mandato do vereador bolsonarista, tenente-coronel Marcos Paccola (Republicanos), que perdeu o mandato na quarta-feira (5). Ele respondeu por quebra de decoro, após ter matado a tiros o agente do Sistema Socioeducativo Alexandre Miyagawa no dia 1º de julho deste ano.
No documento encaminhado ao presidente do Legislativo, vereador Juca do Guaraná (MDB), Edna sustenta ter sido surpreendida por “gestos ameaçadores” de apoiadores de Paccola durante a sessão que cassou o vereador e que teme sua “integridade física”.
“Portanto, dado ainda o clima de violência política que vivenciamos no país, requeiro, com urgência, a disponibilização de segurança institucional para salvaguardar minha integridade física”, diz o documento.
O caso
Alexandre Miyagawa foi assassinado com 3 tiros disparos por Paccola em julho deste ano. Na versão do vereador, o agente estava com a arma na mão e se virou na direção do parlamentar, que supostamente teria agido para defender a namorada da vítima de suposta violência.
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Com o assassinato, Paccola se tornou réu pela 12ª Vara Criminal de Cuiabá, coordenada pelo juiz Flávio Miraglia, que acolheu denúncia do Ministério Público contra o vereador por homicídio qualificado. Na mesma decisão, o juiz determinou que fosse recolhida a arma de Paccola.


