Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

CPI quer interrogar Silval; 3 vão depor sobre setor de combustíveis

s trabalhos da CPI deverão ser prorrogados. O grupo propõe construir legislações que reduzam ao máximo a sonegação.

CPI quer interrogar Silval; 3 vão depor sobre setor de combustíveis
Foto: Arquivo Colíder News

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Renúncia e Sonegação Fiscal deve marcar a oitiva do ex-governador Silval Barbosa, como informou o presidente do grupo parlamentar o deputado Wilson Santos (PSDB). Na quinta-feira (10), foram aprovadas três novas convocações na investigação sobre sonegação de impostos na comercialização de combustíveis durante reunião.

O presidente do Instituto de Pesos e Medidas de Mato Grosso (Ipem/MT), Bento Francisco Bezerra, falará sobre a fiscalização e controle de qualidade dos combustíveis no estado. O promotor Luiz Alberto Segalla Bevilacqua será ouvido para prestar informações a respeito de sonegação de impostos no ramo de combustíveis e do crime organizado.

Completa a lista o diretor do Instituto de Ciências Exatas e da Terra (ICET) da UFMT, professor Martinho da Costa Araújo. Ele será perguntado sobre a Central Analítica de Combustíveis (CEANC), instalada em 2007 no departamento de Química da universidade.

No encontro, os deputados também discutiram o andamento dos trabalhos com a equipe técnica. Um roteiro a ser seguido por cada uma das sub-relatorias da CPI foi apresentado. O objetivo é facilitar a elaboração do relatório final da comissão e dar diretrizes para as ações que serão realizadas.

O presidente da CPI, deputado Wilson Santos, avalia que os trabalhos deverão ser prorrogados. “Nós queremos construir legislações que reduzam ao máximo a sonegação”, adianta o parlamentar.

Santos também indicou que a CPI espera acesso à delação do empresário Wagner Florêncio Pimentel, assassinado em março e apontado pelo Ministério Público como chefe de uma quadrilha descoberta durante a Operação Crédito Podre.  As informações devem contribuir na investigação sobre o agronegócio. “Ele entrega muitas pessoas para quem ele trabalhava e os praticantes do assassinato também já denunciaram algumas pessoas”, diz o deputado.

Com a saída do deputado estadual Max Russi (PSB) da CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal, o deputado Valmir Moretto (Republicanos) passa a integrar a comissão. Ele ficará responsável pela sub-relatoria do agronegócio, enquanto Wilson Santos cuidará da parte de incentivos fiscais, Janaína Riva (DEM) ficará com o setor dos frigoríficos, Nininho (PSD) comanda a investigação do segmento da mineração e Carlos Avallone será o sub-relator do setor de combustíveis.

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