Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Empresa de maconha do ‘Careca do INSS’ é citada como intermediária de pagamentos a Lulinha

Ex-funcionário da World Cannabis, empresa de maconha medicinal, sugeriu repasses milionários, mas não apresentou provas à Polícia Federal

Empresa de maconha do ‘Careca do INSS’ é citada como intermediária de pagamentos a Lulinha
A suspeita é que o Careca do INSS (foto à esq.) usou a empresa de cannabis para enviar dinheiro ao filho do presidente, o Lulinha (à dir.)Foto: Reprodução/ND MaisFoto: Arquivo Colíder News
Um ex-funcionário de uma empresa ligada ao lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, afirma que os supostos pagamentos ao filho mais velho do presidente Lula (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, teriam sido feitos no exterior. Segundo ele, os repasses passaram por uma empresa de maconha medicinal em Portugal.

Empresa de maconha medicinal entra no radar
A World Cannabis, que pertence ao Careca do INSS e ao filho dele, tem sede em Brasília e operações em outros países. O lobista está preso desde setembro, acusado de intermediar o pagamento de propina de associações de aposentados a dirigentes do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) na fraude do instituto.

Foi Edson Claro, ex-funcionário da empresa em São Paulo, quem relatou à PF (Polícia Federal) os supostos pagamentos do Careca do INSS a Lulinha. Ele afirma que teria sido ameaçado pelo lobista e citou valores que, segundo ele, incluiriam R$ 25 milhões e uma espécie de “mesada” mensal de R$ 300 mil.

Apesar das declarações, fontes ouvidas pelo Metrópoles afirmam que Edson Claro apenas deu pistas aos investigadores, mas não apresentou provas concretas que confirmem os pagamentos.

Pagamentos do Careca do INSS a Lulinha: CPMI também recebe relato
O depoimento de Claro sobre a suposta mesada teria chegado à CPMI do INSS. Conforme o Metrópoles, ele se reuniu com o deputado Alfredo Gaspar, do União-AL, relator da comissão, e com o senador Carlos Vianna, do Podemos-MG, presidente do colegiado.

Claro, que trabalha no setor de medicamentos há décadas, teria deixado a World Cannabis após a Operação Sem Desconto, deflagrada pela PF em abril para investigar fraudes no INSS. Mesmo depois disso, ele teria se encontrado outras vezes com o lobista para tentar recuperar bens que estariam em posse dele.

Nesta quinta-feira (4), a CPMI do INSS decidiu rejeitar a convocação de Lulinha para prestar esclarecimentos na comissão. O placar terminou com 12 votos a favor e 19 contra o pedido.

Silêncio dos envolvidos
Procurado pelo Metrópoles, Edson Claro não quis comentar o caso. Lulinha, que se mudou para Madri no meio deste ano, também não se manifestou. O espaço do ND Mais segue aberto para todos os citados.
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